terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pós Chuveirão. Marquinha (:


Boa noite gente. Foto minha, pós chuveirão. Depois de muito batalhar por essa tímida marquinha de biquíni hahaha

Hoje faculdade. Entrega de trabalhos. Almoço no bandejão com minha querida Dona Izabel e casa.
Soninho e pensativa na vida.

Eu relutei muito em escrever sobre isso aqui. Primeiro porque eu só queria dizer se fosse algo que todos tivéssemos certeza, e depois porque eu não queria ficar torturando as pessoas que lessem as minhas postagens com essa tristeza que tem me assolado diariamente desde que a possibilidade apareceu.
A minha irmã, ótima aluna, esforçada e inteligentíssima, recebeu a proposta, a oportunidade, de passar seis meses fora do Brasil estudando. Ela aceitou e ficará por esse tempo nos Estados Unidos. Pelo planejado passará pelo estado da Califórnia, e pelas cidades de Las Vegas, Los Angeles e Orlando.
Eu estou sofrendo MUITO com isso. Muito mesmo.
Poucas vezes eu estive tão triste na minha vida. Quando alguma decepção atingiu minha relação com meus pais, quando Tainá foi morar em Xerém na republica de universitárias, quando terminei meu antigo relacionamento.. Poucas vezes eu me vi como eu estou agora.
É verde que eu sou apegada demais a minha família. E isso nem sempre é uma coisa boa, não é saudável. Mas dessa vez não é só um exagero da minha parte. É muito tempo, é muito longe.
Em seis meses MUITAS coisas acontecem. A gente muda, e não estaremos acompanhando a mudanças dela e nem ela as nossas. Ela estará não só em outro país, mas em outro continente. Numa distancia que não somos capazes de dimensionar.
E o que me faz sofrer tanto é o medo. Medo dela sofrer, medo de alguém fazer qualquer coisa com ela.. E principalmente medo dela se distanciar de nós de uma forma irreversível.
Eu sei que ela terá que voltar, por que será obrigada. Mas eu tenho medo que ela se encante pelo lugar, ou pela simples condição de estar longe de nós e depois nunca mais queira voltar viver permanentemente perto da gente.
A Tainá já disse que voltaria a morar conosco, em nossa casa, assim que pudesse depois que foi morar na república universitária em Xerém. Ela teve a oportunidade de voltar pra casa e não o fez. Por isso eu não consigo acreditar nas promessas que ela faz pra me acalmar quando eu me desespero com essa viagem.
Não há nada que me cause dor tão grande do que pensar na minha família incompleta. NADA.
Eu, definitivamente, não sei lidar com isso. Não sei viver sem um pedaço de nós, do nosso grupo. E se eu não sei lidar com isso, não sei lidar com NADA. Tudo perde totalmente o sentido pra mim. Porque a vida não me garante que estaremos sempre juntos. Pelo contrario.
Meus pais nunca cuidaram da saúde deles. A minha vó já tem mais de 80 anos, a minha irmã não é presa a nós... Isso me desespera. A vida perde o motivo.
Como eu não suportaria a hipótese de não tê-los a vida perde o sentido.
Com essa viagem a minha irmã não participará da minha formatura, do meu aniversário. Não estará conosco nas comemorações de aniversários dos nossos pais e nem mesmo do aniversário dela. Na verdade ela não estará em nenhuma das principais comemorações e festas da nossa família. Pascoa, Nosso Arraiá, Nosso Botequim... Não é a festa pela festa. É a falta de alguém importante, em momentos importantes de reuniões. Não é a viagem pela viagem, é a distancia, é o tempo.. É o medo das coisas entre a gente mudar ainda mais. E nada voltar a ser como antes, como já não é a muito tempo.
A saudade. Eu já morro de saudade quando ela passa uma semana longe. Eu ainda sinto a mesma saudade de quando ela foi morar lá.. Em seis meses eu acho que eu vou morrer.
Minha irmã irá viajar no próximo dia 02 de fevereiro, no domingo, e voltará no final de julho se não me engano. E eu não sei como eu vou viver por esse tempo. Nem sei se eu vou viver...
É claro que eu sei que é uma oportunidade única e importantíssima pra ela. Eu reconheço que será uma coisa muito boa, uma experiência e tanto. Mas pra mim será uma dor grande demais..
E ninguém entende o que eu falo. Ninguém.

Boa noite.
Sem mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário