Boa noite gente. Foto minha, pós chuveirão. Depois de muito batalhar por essa tímida marquinha de biquíni hahaha
Hoje faculdade. Entrega de trabalhos. Almoço no bandejão com minha querida Dona Izabel e casa.
Soninho e pensativa na vida.
Eu relutei muito em escrever sobre isso aqui. Primeiro porque
eu só queria dizer se fosse algo que todos tivéssemos certeza, e depois porque
eu não queria ficar torturando as pessoas que lessem as minhas postagens com
essa tristeza que tem me assolado diariamente desde que a possibilidade
apareceu.
A minha irmã, ótima aluna, esforçada e inteligentíssima,
recebeu a proposta, a oportunidade, de passar seis meses fora do Brasil
estudando. Ela aceitou e ficará por esse tempo nos Estados Unidos. Pelo
planejado passará pelo estado da Califórnia, e pelas cidades de Las Vegas, Los
Angeles e Orlando.
Eu estou sofrendo MUITO com isso. Muito mesmo.
Poucas vezes eu estive tão triste na minha vida. Quando
alguma decepção atingiu minha relação com meus pais, quando Tainá foi morar em
Xerém na republica de universitárias, quando terminei meu antigo
relacionamento.. Poucas vezes eu me vi como eu estou agora.
É verde que eu sou apegada demais a minha família. E isso
nem sempre é uma coisa boa, não é saudável. Mas dessa vez não é só um exagero
da minha parte. É muito tempo, é muito longe.
Em seis meses MUITAS coisas acontecem. A gente muda, e não
estaremos acompanhando a mudanças dela e nem ela as nossas. Ela estará não só
em outro país, mas em outro continente. Numa distancia que não somos capazes de
dimensionar.
E o que me faz sofrer tanto é o medo. Medo dela sofrer, medo
de alguém fazer qualquer coisa com ela.. E principalmente medo dela se
distanciar de nós de uma forma irreversível.
Eu sei que ela terá que voltar, por que será obrigada. Mas
eu tenho medo que ela se encante pelo lugar, ou pela simples condição de estar
longe de nós e depois nunca mais queira voltar viver permanentemente perto da
gente.
A Tainá já disse que voltaria a morar conosco, em nossa
casa, assim que pudesse depois que foi morar na república universitária em
Xerém. Ela teve a oportunidade de voltar pra casa e não o fez. Por isso eu não
consigo acreditar nas promessas que ela faz pra me acalmar quando eu me
desespero com essa viagem.
Não há nada que me cause dor tão grande do que pensar na
minha família incompleta. NADA.
Eu, definitivamente, não sei lidar com isso. Não sei viver
sem um pedaço de nós, do nosso grupo. E se eu não sei lidar com isso, não sei
lidar com NADA. Tudo perde totalmente o sentido pra mim. Porque a vida não me
garante que estaremos sempre juntos. Pelo contrario.
Meus pais nunca cuidaram da saúde deles. A minha vó já tem
mais de 80 anos, a minha irmã não é presa a nós... Isso me desespera. A vida
perde o motivo.
Como eu não suportaria a hipótese de não tê-los a vida perde
o sentido.
Com essa viagem a minha irmã não participará da minha
formatura, do meu aniversário. Não estará conosco nas comemorações de
aniversários dos nossos pais e nem mesmo do aniversário dela. Na verdade ela
não estará em nenhuma das principais comemorações e festas da nossa família.
Pascoa, Nosso Arraiá, Nosso Botequim... Não é a festa pela festa. É a falta de
alguém importante, em momentos importantes de reuniões. Não é a viagem pela
viagem, é a distancia, é o tempo.. É o medo das coisas entre a gente mudar
ainda mais. E nada voltar a ser como antes, como já não é a muito tempo.
A saudade. Eu já morro de saudade quando ela passa uma
semana longe. Eu ainda sinto a mesma saudade de quando ela foi morar lá.. Em
seis meses eu acho que eu vou morrer.
Minha irmã irá viajar no próximo dia 02 de fevereiro, no domingo, e voltará no final de julho se não me engano. E eu não sei como eu vou viver por esse tempo. Nem sei se eu vou viver...
Minha irmã irá viajar no próximo dia 02 de fevereiro, no domingo, e voltará no final de julho se não me engano. E eu não sei como eu vou viver por esse tempo. Nem sei se eu vou viver...
É claro que eu sei que é uma oportunidade única e
importantíssima pra ela. Eu reconheço que será uma coisa muito boa, uma
experiência e tanto. Mas pra mim será uma dor grande demais..
E ninguém entende o que eu falo. Ninguém.
Boa noite.
Sem mais.
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