quarta-feira, 15 de abril de 2015

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Boa noite gente..

Hoje foi dia de trabalho, bandejão, espanhol, republica e reunião do trabalho.
Depois republica de novo.

Hoje depois da reunião do trabalho me dei conta que deveria ter dito algo que todas as educadoras e psicólogas do mundo deveriam saber.
O samba não esta no sangue do negro(a), assim como o racismo não esta no sangue do branco(a). Isso são coisas construídas, expectativas. Que podem ser atingidas ou não.
As brincadeiras importam, porque elas estão impregnadas de conceitos e preconceitos. E isso a gente aprende lá nessa escola também.
Sinceramente, hoje pouca coisa me ofende. Mas tudo causa crítica. Sempre causa alguma coisa.. Quase nada passa indiferente.

E ainda sobre isso vim pensando no caminho.. Trago a vocês mais um desses casos que me deixam ARRASADA.
LEIAM, e imaginem o que levou essa pessoa a morder esse carcereiro. Imaginem a humilhação que passa um travesti preso numa cadeia masculina. Imaginem o quanto essa mulher (sim, MULHER! Porque sexo só define fêmea e macho) teve sua dignidade ferida..

Mais uma vez vou transcrever uma postagem daquela mesma amiga do grupo de pesquisa. Aquele tipo de gente que parece traduzir exatamente o que a gente sente/pensa.
Carol Trapp  
"Para além do que fez ou deixou de fazer Verônica e além também dos tantos absurdos que se entrelaçam neste caso, um que me salta aos olhos é o fato de ela ter sido posta numa penitenciária masculina. Isso é totalmente inaceitável e só reitera como nossas leis conceituam e se põem a tratar as mulheres e, mais especificamente, as que não nasceram biologicamente mulheres. Uma visão muito estreita de sexo, gênero, identidade... enfim, visões estreitas parecem ter voltado à moda, não? Faço um chamado a todas as minhas irmãs que se reconhecem como mulheres, um chamado por movimento alteritário, um chamado por posicionamento político, um chamado por consciência de gênero... Verônica é uma de nós! Sua humilhação é nossa humilhação. Seu sofrimento dói em nós. Seu coração bate ferido dentro do nosso peito. Gente, entendam, cada mulher que é agredida, torturada, espancada cria em nós enquanto coletividade uma cicatriz... Urge que nos reconheçamos todas na condição de mulher para que, através da nossa união, as leis sejam mudadas e as percepções alargadas. Se houver só uma chance de mudança, é nela que devemos nos agarrar. Essa chance é nosso horizonte! As trans e as travestis precisam ser reconhecidas e compreendidas naquilo que é sua identidade, no modo como se entendem no mundo, ou seja, como mulheres, para que seu extermínio tenha fim. E é claro que isso se estende a todas as pessoas LGBT..."

O que eu sinto vendo isso não tem nome, eu fico sem palavras.. Absurdo ainda é muito pouco.. Não tem nome pra isso cara..
Fico com sangue no olho, perco a fé.
Somos Todas Verônica

Boa noite.

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